sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Utilizações do côco da bahia

Modo de fazer: Serra os cocos ao lado contrario isto é, do fundo, porque onde sai o broto fica o fundo do vaso. Você só serra a casca e a fibra, a casca grossa dele precisa ficar para retirar inteiro com um formão,(ferramenta que corta rodeando sem estragar nem a casca do coco e nem a fibra) ali tira o coco inteirinho; e fica um vaso só com a fibra. Depois abre bem um buraco no fundo, no lugar que sai o broto do coco para escoar a agua da chuva.
Modo de plantar: Primeiro tem que esterilizar o vaso mergulhando em água medida com cloro, (uma colher de sopa cada litro de agua). Se vocês não sabem, o substrato do coco, se plantar sem esterilizar da fungos e mata a planta; deixe por umas horas, retire e lave muito bem para tirar todos os resíduos do cloro; coloque depois para secar bem ao sol de boca para baixo. Depois de três dias quentes de sol, é hora de colocar as alças de arame ou fios, o que achar melhor, não esquecer de colocar outro fio passando por baixo do fundo e entrelaçando as alças de sustentação do vaso, porque, a fibra com o peso da planta poderá rasgar.Chegou a hora exacta de estrear o vaso de coco, como? Encher até ao meio de carvão vegetal de eucalipto, quebrado bem pequeno(tamanho de um dado), pega a mudinha, com todo o substrato do vasinho, coloca-a sobre o carvão e ajeita a ponto que as raízes logo nos anos seguintes já estão sendo expostas do lado de fora do coco,como na foto.



fonte: http://www.fazersite.com.br/
 
 
Substrato de coco seco
 
Há tempos os orquidófilos do Brasil têm utilizado com sucesso o coco seco (popular coco-da-Bahia), como substrato no plantio de orquídeas epífitas. Mais recentemente, com a escassez e principalmente a possibilidade de extinção do xaxim, algumas empresas lançaram-se no mercado industrializando casca de coco verde, melhorado sua fibra através de tratamentos próprios na fabricação de vasos e placas conhecidos por coxim. Muito há de ser ainda desenvolvido nesse sentido visando melhorar a qualidade desses substratos pois apesar da indústria apresentar excelentes produtos enquanto ”forma e aspecto bonito” embalados nas prateleiras de supermercados e lojas de jardinagem, na prática, quando utilizados para o fim a que se destinam em nossas casas e orquidários, deixam a desejar, isto porque alguns apresentam excesso de látex usado para incorporar as fibras, outros, excesso de juta, fibra longa parecendo crina de cavalo, e que, quando molhados, deformam-se completamente, e aqueles que apesar de rígidos, compactos, acabam esfarelando-se com certa facilidade depois de algum tempo de uso, ou com excesso de pó de coco, o que também não é bom para o enraizamento de nossas orquídeas. Isto não quer dizer que nao sejam bons para plantio de samambaias, avencas e outras plantas do gênero, mas nosso assunto específico é plantio de ORQUÍDEAS.
Uma boa solução, para mim, e ainda a mais barata e simples é a utilização do coco seco, sem qualquer beneficiamento industrial (sem desencorajar os fabricantes de coxim).

CURTINDO O COCO VERDE.
Não existe nenhum segredo para isso, basta conversar com o vendedor de água do quiosque encomendando-lhe os tantos cocos cuja água vendeu durante o dia, e que irá jogar fora nos containers de lixo da Prefeitura. Em seguida, esparramá-los na parte mais ensolarada do quintal de casa, ou local que se possa fazer isso sem atrapalhar o trânsito de pessoas e veículos, deixando-o curtir, virando-o periodicamente uma vez ao dia, por mais de um mês ou até que desidratem e adquiram a cor amarronzada própria, quando perdem muito do peso inicial e diminuem sensivelmente o tamanho. Normalmente a polpa interna no interior da noz dura, com a ação de bactérias acaba liquefazendo-se e colocando o coco com o furo para baixo ela escorrerá. Nos casos em que o coco estiver maduro, casca já amarela e mais fibrosa (melhor ainda!) e a polpa tornou-se castanha, cortá-lo ao meio e com auxilio de uma colher, jogá-la fora, sendo rica em gordura é uma fonte nutricional para fungos e bactérias, coisas que não queremos para nossas orquídeas.
Estando o coco seco apenas com sua parte fibrosa e a noz dura sem polpa interna, teremos um excelente substrato para nossas orquídeas epífitas, principalmente Cattleyas e seus híbridos em geral, Oncidiuns, Catasetíneas e outras.
A durabilidade do coco seco inteiro como substrato de orquídeas é superior ao xaxim. A orquídea irá enraizar-se em toda sua esfera ovalada, multiplicando seus pseudobulbos, ficando bonita, e muito mais fácil a retirada de mudas quando for necessário.
Já experimentei cortá-lo em pedaços menores ainda verdes (certamente bem mais fácil que com ele já seco) usando de um facão, para “velar” ou secar mais rápido. Isso até aconteceu, mas ao utilizar os pedaços secos para o plantio, apodreceram-se rapidamente, alguns formaram uma estranha viscosidade, outros foram acometidos por um tipo de caruncho. Resumo, dá um pouco mais de trabalho cortá-lo duro e já seco, mas aconselho deixá-lo velar ou desidratar-se sob sol pleno e INTEIRO, ou no máximo cortado ao meio nos casos em que já estiver maduro necessitando retirada da castanha. Com ele desidratado inteiro é bastante durável, sem apresentar os problemas referidos neste parágrafo.
A casca de coco seca possui em sua composição química macronutrientes e alguns micronutrientes cujos valores desconheço, mas para uma idéia de possibilidades, o Documento 52 (ISSN 1677-1915) da Embrapa cearense, apresenta excelente trabalho de sua equipe técnica que trata da

UTILIZAÇÃO DA CASCA DE COCO COMO SUBSTRATO AGRÍCOLA
“A composição química da casca de coco varia amplamente, conforme fonte, época do ano e quantidade de chuvas (Kämpf & Fermino, 2000). Uma caracterização química do pó de coco verde foi realizada no Laboratório de Solos da Embrapa Agroindústria Tropical (Silva, 1999). Foram determinados, também, o pH e a condutividade elétrica do material. A Tabela 2 apresenta o resultados de uma análise química de casca de coco verde, proveniente do Estado do Ceará.

Tabela 2. Caracterização química da casca de coco-verde.

N P K Ca Mg Na
(g/kg)
6,52 1,42 11,5 6,80 1,79 12,5
Fe Cu Zn Mn M.O.*
(mg/kg)
1973,0 6,6 31,8 23,3 72,58

*M.O. – matéria orgânica em percentagem.

A casca de coco verde apresentou uma alta concentração de sais, o que provoca uma condutividade elétrica (CE) alta. Nessa amostra específica, a CE foi igual a 4,7 dS/m. A lavagem com água, entretanto, mostrou ser um procedimento adequado para reduzir a quantidade de sódio e potássio presentes, que podem ser facilmente lixiviados. O procedimento de lavagem mostrou-se adequado também na redução do teor de taninos. Isso é importante, pois taninos solúveis muito concentrados são fitotóxicos e inibem o crescimento da ponta das raízes (Kämpf & Fermino, 2000). Com relação ao pH, a casca de coco verde apresenta valores situados entre 4,8 e 5,2.” – fonte: www.cnpat.embrapa.br

Vemos no estudo acima, os teores desses elementos químicos no coco verde, seu alto teor de sal e tanino e acentuada acidez; a quantidade de potássio não consideramos porque no caso do plantio usando-o inteiro, sua liberação seria homeopática e como estaremos usando o coco seco, cuja média do pH gira em torno de 5,5 – 6,0 (portanto entre moderada e fraca) na perda de água pela desidratação natural, perde também boa parte desses dois componentes, sal e tanino, e conforme o próprio texto explica, seus teores são reduzidos pela lixívia (lavagem), propiciando um pH praticamente neutro.
Ora, se diariamente regamos nossas orquídeas e sendo a casca do coco seca e lisa, nessa lavagem natural pelas regas, minimizamos a quantidades de elementos químicos indesejados que a planta não sentirá, tanto que pela experiência que já tive, apresenta excelente enraizamento. Pelo próprio formato ovalado e liso da casca, pouco reterá de excessos dos sais de adubos solúveis, a não ser aquilo que o velame absorver naturalmente. O tanino é considerado um antifúngico e bactericida natural, e em quantidades mínimas, acaba sendo benéfica sua presença na fibra de coco seca.
Outra vantagem do uso do coco inteiro no plantio de nossas epífitas, é que sendo casca lisa, com algumas nervuras típicas formadas pela secagem, dificulta a moradia ou esconderijo de algum inseto indesejado em nosso orquidário, o que não acontece em cascas muito rugosas.

PLANTANDO NOSSAS ORQUÍDEAS EM CASCA DE COCO SECO.
Podemos plantar nossas epífitas de forma comum usando o coco inteiro (é o que prefiro para Cattleyas e afins), ou com ele todo furado ( furadeira com broca grossa – faremos furos aleatoriamente em volta dele), facilitando enraizamento inclusive na parte interna da noz dura e oca. Segundo Mirene Kazue Haga Saab*, do Orquidário Oriental, “na Tailândia, a espécie Dendrobium phalaenopsis é plantada em cascas de coco, que são cortadas em quatro partes. Cada uma recebe um exemplar”. *revista ”Como cultivar Orquídeas”, 20ª edição, Casa Dois Ed.
Se quisermos usá-lo em pedaços, colocando-a como substrato em vasos plásticos ou de cerâmica, cestos, no meu caso, uso de uma marreta para rachá-lo e em seguida com um machado ou facão corto tantos pedaços quantos quiser e no tamanho que desejar.
Se precisar dele desfibrado, para garantir um substrato mais úmido, é simples também, depois de quebrá-lo com a marreta, separo por gomos, colocando-os sobre uma superfície dura, preferencialmente um pedaço de tábua resistente, e com poucas batidas da marreta sobre os gomos, eles ficam macerados em fibras. Neste caso, devem ser lavadas em água corrente para retirar o excesso de pó.
A fixação da planta é feita amarrando-a no coco seco inteiro, usando de pedaços de fio telefônico. Feito isso poderá ser colocado em vasos ou simplesmente suspensos, transpassando numa das pontas pedaços de arame liso galvanizado.
Pedaços ou fibras da casca de coco seca podem ser misturadas a outros tipos de substratos conforme a necessidade, formando um mix benéfico ao crescimento da orquídea, como casca de arroz carbonizada, cacos de telha ou tijolo de 8 furos e outros que o conhecimento e experiência de cada um indicará.
Finalizando, poderiam me perguntar “ -Posso plantar minha orquídea no coco inteiro ainda verde?” –Não, porque pelo processo de desidratação natural o mesmo estará liberando nesse período altos teores de sal e tanino, extremamente prejudiciais ao enraizamento de qualquer planta.
Sua utilização sem restrições só poderá ser feita após realmente desidratado e adquirir a aparência daqueles secos mostrados nas fotos deste artigo !

fonte: www.orquidariocuiaba.com.br




Imagem: LIME IN THE COCONUT

Um comentário:

  1. Romana,adorei esse assunto que vc trouxe,ja havia pesquisado sobre a fibra de coco,e como tenho um pé aki no meu quintal,e meu marido adora tirar coco pra beber água,resolvi separa-los num cantinho da horta para que desidratassem....ja estão sequinhos,agora vou colocar de molho para tirar o tanino e poder plantar...estou começando a cultivar orquideas e amo de paixão essa flor...queria uma informação se vc puder me ajudar...tenho uma dendobrion,q ja tem 3 anos plantada e nao floresceu ainda,a pessoa q me deu a muda disse q ela trouxe do Paraná,uma planta ja adulta que florescia lindamente e aki em Rondonia ja a uns 5 ou 6 anos nunca floresceu...pq sera?Queria tanto ve-la com flores,me ajude..por favor!!!

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